08 setembro, 2011


Às vezes perdemos o caminho. Desviamos-nos dele sem saber como. Tudo fica escuro e não sabemos mais voltar para a estrada que seguíamos. Não podemos começar de novo porque não temos forças e não chegamos ao fim também. Sentimos-nos longe dos nossos amigos e de nós próprios. Esquecemos-nos de quem somos, do que nos fazia rir ou de como passávamos o tempo.

Torna-se doloroso andar e cada passo parece errado. Mas é preciso vir força. É preciso procura-la bem fundo de nós. "Somos pequenos milagres", lembrem-se. Somos filhas, irmãs, amigas, primas, namoradas, netas. Já fomos pequeninas e os nossos pais já nos seguraram ao colo. Crescemos rodeadas de amor e com tudo o que precisávamos. Já tivemos quem trabalhasse no duro para que nada nos faltasse. Temos um passado, memórias, histórias guardadas e só nossas. Somos parte deste mundo, e por muito pequenas e insignificantes, não há ninguém igual a nós. Somos únicas.

E de repente, estamos sozinhas. Fora do caminho. Presas na nossa própria cabeça. Sem força. Com medo. Custa tanto levantar e procurar a estrada outra vez. Dói tanto andar perdida. Mas dói mais não tentar. Ver a vida a passar por nós, vermos os outros seguirem sem os conseguirmos acompanhar. Dói mais preocuparmos as pessoas que amamos e deixarmos a nossa vida em standby. É mais fácil sim. Mas muito mais penoso.

Por isso vamos a levantar. Devagar, um pé de cada vez. Com força suficiente para nos aguentarmos. Não vamos a correr porque já não há mais pressa. Seguimos com um pé atrás do outro. Devagar.

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